21/03/2005 14:09
Deu de Fefenix!
Porque há horas que o renascimento não é uma renovação, mas a mais triste repetição!
Novo Blog: TEM RÍMEL NO MEU ÓCULOS
www.rimel.theblog.com.br


Beijos
fe
enviada por fefenix



15/03/2005 22:57
14/03/2005 18:20:46


ANGST



Dor de barriga. Olhava enojada para os lados, tudo era tão sujo e naquele dia, seus pensamentos eram tão velozes que os rostos que passavam apressados pela sua frente pareciam ser conhecidos de algum lugar do qual não tinha lembranças.
As percepções eram rapidamente assimiladas e como uma construção de memória instantânea aquilo era o seu mundo, aquilo eram as suas memórias mais verdadeiras.
Aquela rua e aqueles rostos recém – velhos conhecidos
Seu passado? Não existia!
Sua mente ocupava-se rapidamente
De consumir aquele mundo presente
Para preencher o vazio intenso

Sentia muito!
Sentia o nojo daquelas ruas mal-acabadas
Daquela gente suada
Sentia dores nos pés e nas costas
Isso era o que tinha!
Era tudo o que tinha.
Sentia o gosto do cigarro na boca, suas aftas up in flames.
Apertava os olhos querendo distância daquele mundo sujo!
Some! – gritava em desespero.
Mas ao abri-los com agonia, novamente percebia a realidade lhe corroendo a alma e as pessoas na rua olhando- a. Precisou escorar-se na parede de pintura amarela descascada, de um prédio imundo, onde na sacada uma velha, que se confundia com algum personagem do filme de David Lynch.
Vomitou... Vomitou escorada na parede daquele prédio deprimente. Aquela sujeira toda que entrava pelos olhos, precisava sair pela boca.
Os rostos (des)conhecidos, as pessoas mal-vestidas e mal-amadas.

E assim foi o seu dia:
Cada pessoa que passava pela nossa protagonista, lhe ocupavam todo o pensamento.


Lá ia ela a andar
Com um pé torto
A cabeça levemente para o lado
O olhar angustiado , parado no espaço
Sendo facilmente levada
Pelo vento dos ônibus que passavam.
Enviado por: fefenix
enviada por fefenix



05/03/2005 12:42


Numa festa, um menino se aproxima e pergunta:
- Posso saber qual é o teu nome?
E tem como resposta:
- Shhhhh!!! Silêncio! Eu não posso dizer! Porque eu estou numa missão secreta!
Ele arregala os olhos, e eu continuo:
- Me chame de agente 005. Eu estou atenta a invasão dos americanos nessa festa! Ei! Preciso ir! Suspeito que eles já estejam por aqui disfarçados.
Tiau, heim!


enviada por fefenix



24/02/2005 14:01


Em tempo

Na improvável contradição
o tempo voa:
o vazio se apresentou
com suas lacunas
eternas
suas garras cortantes
O que já passou
Sem tempo
O que já passou
Em tempo
Que é o que passa
Sem ter passado
Sem ser passado

Pipa…
Memórias saudosas
Da Pipa.
Sim, da Pipa!
Aquele brinquedo bobo
que eu nunca soltei
Eu não soltei
E nem soltarei
Em tempo
Ao vento
Ao movimento
Ao relento

enviada por fefenix



21/02/2005 19:52
Infinito é teu sorriso
Infinita é minha loucura
Bela é só a poesia

enviada por fefenix



17/02/2005 14:23



A gente vê aquilo que quer ver
( Para ler ao som de Azedume- Los Hermanos)


Olhei nos teus olhos e vi beleza
Como quem vê na mariposa feiosa
uma bela borboleta azul!
Ignorei os avisos de perigo
Ignorei a maldade que deles emanavam
A falta de humanidade
A infantilidade nada latente
A infantilidade maldosa que emanavam dos olhos brilhantes


Ignorei!
Ignorei! Como sou ignorante!

E agora você segue adiante!
Sem dar adeus.
Como se nada tivesse acontecido
Como se eu nem tivesse existido!
Fantasma sou eu!

Fico a imaginar você aos risos
Dos meus doces gestos carinhosos
Se envaidecendo
Por ter mais uma conquista!
Pontos!Pontos!- você pensa.

- Viva o gozo do aprendiz!

Eu exigi tão pouco de você
E agora me sinto como quem
Num delírio real
Achou que a Gal Costa
Escreveu músicas
Inspiradas nas suas malditas desilusões.

Aprendiz! – digo quase rindo.
Você ainda é tão aprendiz!
E eu? Por um lado
Tão patética!!!!
Tão mulherzinha!!!!!


Ouço Los Hermanos
E fico gesticulando sozinha
com os pensamentos em alvoroço
Com as pernas para o ar
Tentando equilibrar uma almofada
Entre minhas pernas cambotas.


Espero sinceramemte
Nunca mais precisar ter como enquadre
aqueles olhos vaidosos, narcísicos e cruéis.

Aqueles olhos tão falsários
Tão indiferentes
Ah! Ah! Deuses, Diabos e Oráculos
Respondam minhas preces e confirmem
O que meu coração tem quase certeza
- Ele riu muito dos meus gestos carinhosos?

Como pude acha-lo doce?
A verdade é que:
Caí.
Caí na tela do filme “Segundas Intenções”?


.... era o que faltava
o bolo na cereja
para que a pedra no meu peito
ali ficasse
ficasse
ficasse
pedra
ficasse
pedra
tornar-se
pedra


enviada por fefenix



14/02/2005 11:42


nós visitamos estrelas, lendas...
Cris, Piti e eu
enviada por fefenix



27/01/2005 13:29
Inversão: O ladrão rejeitado


Todo mundo sabe, que existem preconceitos raciais muito arraigados em nossa sociedade, então , a história que eu vou contar , se tornaria até divertida, referente a essa questão, caso não fosse a bizarria total que aconteceu.

Tem um bar em Porto Alegre, chamado Ge Power, que se você souber o dia certo, irá ouvir as melhores músicas para dançar, festa animadíssima e um público pra lá de descontraído. A idéia do dono do bar é fazer uma festa para negros, onde toca músicas de todos os estilos, desde que tocada por negros, apesar de algumas exceções como Chico. Muitos casais demonstram a beleza de saber dançar, um dos garçons da Padoca, é um dos dançarinos que dança James Brown com um ritmo e passos elaborados, que parecem até parar o bar para vê-lo dançar . O que eu mais gosto nesse lugar é que muitos meninos tiram as meninas para dançar (até parece que o tempo e o espaço pararam por ali), sem tentar agarrar ou ficar dando em cima, é um alívio frente algumas festas cheia de gente “fina” e que só tem uns caras muito grossos e nojentos. Claro, que alguns meninos tentam até um aprouch , mas com mais respeito e se vc diz não , eles levam na boa. Um Lugar com um clima diferente, onde se dança e se diverte com uma maioria de pessoas negras.
Claro..... Sem esquecer as malditas exceções.
Uma bela noite, eu estava aprendendo passos com um belo rapaz negro de cabelo Black Power, e ainda tive direito à ouvir belos poemas no final da música, quando me lembro que deixei minha bolsa sobre a mesa com minhas amigas, que também estavam a bailar na pista... oh...ohhh.... Onde está minha bolsa???? Para tudo! Para Tudo! Nada da bolsa....
Aí uma amiga desconfia de um cara que estava dando em cima dela, e contou que o menino com quem ela estava dançando tinha dito que tinha visto um cara a olhar para a dança com cara feia... Afinal, ele- ocara de cara feia e que nenhuma de nós deu muita conversa - estava sentado na mesa, na última vez que a bolsa havia sido vista.
Ligo para o meu celular:
-Alô? Quem é?
-Guilherme.
- Escuta Guilherme, você está com a minha bolsa?
- Sim! Eu to cuidando ela pra ti.
- Que?
- Sim, tu deixou ela na mesa.
- Mas minhas amigas estavam cuidando!
- Olha aqui! Tu é louca de deixar tua bolsa na mesa? To te fazendo um favor!- Fala muito irritado.
- Dá pra ti devolver ela pra mim? Tenho documentos nela. Ao menos devolve meus documentos.
- Eu nem quero nada dessa tua bolsa, guria! – continua grosseiro- vou te devolver tudo. Onde tu ta?
- Eu to na frente do bar.
- Então, vocês não dão conversa pra mim ,né? Só pra esses caras aí de carro. Quero ver tu olhar no meu olho!!!!

Haviam nesse momento, dois caras num carro, enchendo o saco das gurias, aí eu grito:
- Vão embora! Vão embora! – sem entender muito e reclamando, saem.
Volto ao telefone, mesmo em dúvida se eu devia continuar a conversar com alguém com tamanha insanidade e tentar recuperar minha bolsa, ou se eu preferia deixar a criatura “out off the house” sumir pra sempre a com bolsa que continha chave e documentos do meu carro, carteira de motorista, celular, chaves de casa, identidade, e uma bela quantia em dinheiro, que eu burramente levei junto por preguiça de trocar parte da grana para outra bolsa.... Ah... Eu quero a minha bolsa!!!!!
-Trás a minha bolsa?
- To levando aí! Tu não chamou polícia e nem ta armando pra mim, né?
- Não.Só devolve ela pra mim.

Em menos de um minuto aparece um cara de carro branco, e me dá a minha bolsa.
Eu pego e pergunto porque ele pegou a minha bolsa,e ele responde de forma grosseira:
- Olha aí, ó! Te fiz um favor! Alguém poderia te roubar.
Ah????? –pensei- E tu fez o quÊ, doido?
- Confere aí se ta tudo aí.
Abro e vejo dinheiro solto, meu celular, a carteira de motorista e a chave aí mando o cara embora: - Saí daqui! Ta tudo aqui!---que medo!!!!!!


Quando ele saí eu confiro com mais calma e vejo que minha bolsa havia sido revirada e que estava tudo ali! Exceto a maior parte da grana, que estava num bolsinho falso dentro da bolsa. Ele ainda foi gentil e deixou R$13,00 de presente.
Gente louca! Gente Louca!

Os seguranças do bar, que acompanharam a busca da bolsa pelo bar e a posterior conversa pelo telefone, assim que encerrado o caso disseram:
- Esses Playboys brancos cheiradores de pó! Esse aí, eu guardei o rosto! Não pisa mais aqui.

Passados os momentos de catatonia, que me acometeram após tal episódio, pode-se pensar em algo engraçado:
Eu estava dançando com um neguinho e fui assaltada por um Playboy!

Pois é... na minha vida as coisas são tão inusitadas, que até os assaltos acontecem de forma diferente de como geralmente são.


enviada por fefenix



25/01/2005 12:03
Porque quando a gente não quer saber de mais ninguém, sempre aparece alguém?


Cantando

Convidou-me pra ver o Pôr-do –Sol
E para tomar chimarão
E cantou para mim:
“ She’s got a ticket to ride”

lhe dei sinceridade:
“ Vou me entorpecer bebendo vinho, eu sigo só o meu caminho!”

enviada por fefenix



18/01/2005 02:30
HISTÓRINHA:


1. A REALIDADE



2. O QUE ACONTECE COM QUEM NEGA ESSA REALIDADE



3. RESULTADOS FINAIS DA BRINCADEIRA



enviada por fefenix



22/12/2004 00:41


1.


Você :
Que calou tantas dores, sufocou tantos choros.
Esteve comigo nos meus mais solitários devaneios
Nas mais agitadas festas
Na minha boca
Teu cheiro sempre impregnado em mim
Teu companheirismo incondicional.

E que esteve presente quando eu mais precisei fugir de mim mesma

Mas, se o alívio me ofereces
Por dentro me corrrói e me envelhece mais cedo.

E saibas que pensarei em você com muito desejo
Meu corpo ansiará por tê-lo novamente em mim
Dia- a –pós- dia. Hora –após –hora.

Passarei em frente aos lugares em que poderia te encontrar
e farei esforço para não entrar te buscando alucinadamente

E Ao ver-te na boca de outra pessoa,
Me derramarei de ciúmes e de desejo de que você estivesse
na minha.

Tantos anos juntos
Tantas histórias para contar
Mesmo assim estou te deixando



Adeus, meu amado cigarro!


2. Esse é mais antigo:

O seu jeito

Teu jeito doce e implicado
Transformou-se numa irônica acusação sem fim
Minha paciência esgotou
E chega de dar abraços afetuosos em tanta onipotência
Agora que minha memória voltou
Eu quero mais é marcar cada momento
Sacar o presente e enfrentá-lo com coragem
Então, meu bem,
Nem vem Que aqui Têm!

3. Esse é mais antigo, estava aguardando momentos de falta de insipiração para publicá-lo, anyway...



Tudo o que passa, às vezes não passa!



Remembranças Retrógradas:


Se não estas ao meu lado
Se não estás me fazendo carinho
Se ao olhar em teu olho não vi
Teu encantamento e a tua entrega
Se não queres me tirar para bailar
Não me mires!
Não cobres fidelidade!
Não exiga nada!

Me deixe!
Me deixe, então!
És alguém tão sabido e ao mesmo tempo não te das contas que eu quero um homem possa assumir o que sente para todos!
Para todos, ouviu? Inclusive para aquela moça que te lança olhares tão furtivos


Um homem que possa viver o que sente
Integralmente

Que me adiantam tuas belas declarações?
Se eu to no meio da festa, querendo um beijinho?
E tem esse belo rapaz em minha frente.
Quem nem sente nada por mim
Mas está presente!
Palavras são realmente tão importantes quanto o olhar?
Olhar é sustentar com o corpo alguma posição.
E os delírios da retórica são apenas delírios de retórica
Quando não sustentados por atos.

4. TExto de novembro de 2003


pelos nossos desejos


Pagamos caro para sustentar nossos desejos! Há um preço alto a se pagar por buscar o que nós realmente queremos.


05/11/2003 01:09
Devaneios sobre a morte, perda, fim...

Já dizia a Clarisse L. é necessária enfim, uma hora calma.
Meus dias são tão agitados: mil coisas para fazer, sete mil coisas para pensar...até a hora calma de deitar e dormir...
Existem momentos de tristeza ou tensão que parecem ser eternos... Infinitos, porque são intensos. A intensidade não é boa ou má, depende de onde ela se aplica. E os momentos intensos mesmo parecendo não ter fim, um dia eles terminam. Como aquele cara que vc pensa que nunca vai conseguir esquecer.. que irá passar o resto da vida sofrendo... e se arrependendo do que fez ou do que não fez...Felizmente, quem enfrenta sua sina, sua dor, quem se permite atravessar o abismo, quem senta e chora a sua perda e sua lástima, tem muito mais chances de superá-las.
Para o herói trágico, que vai de encontro com sua moira(destino) resta a oportunidade de enfrentá-la e superá-la, nem que tenhamos que morrer por isso. E a morte.... a morte que falo, não é a morte real. Se bem que o herói-trágico enfrenta até a morte real, se for necessária. Já dizia E. Zapata: morrer em pé é melhor do que passar a vida de joelhos...
Uma amiga, escreveu: “tenho dentro de mim um abismo... de onde me jogo várias vezes... isso impede com que eu me mate realmente.” Ah... essas mortes que os poetas falam...

Essas noites, as quais passei sem dormir me trouxeram imenso sofrimento. Porque ao dormir, nos deixamos morrer um pouquinho...lançamos tantas coisas ao esquecimento, coisas que nem acesso direto temos. Coisas que se passaram conosco, mas que não pudemos ter consciência. Os sonhos são processos que nos permitem elaborar tantas coisas inomináveis, indizíveis, e não controláveis que ali, encontram espaço para serem elaboradas. E o sono? Ao dormirmos, deixamos um pouquinho da gente ir embora. Eu mesma, não suportava mais a minha própria companhia...tantas coisas permanecendo, mais do que é possível suportar. Eu precisava me deixar morrer um pouquinho...

E é afirmando o que se sente. Sim! Aquilo que se sente! Que se sente nas entranhas e na pele! E não aquilo que deveríamos sentir! Que consegui superar a dor. Porque sempre há quem diga: “ah... não se sinta assim, não há porque. Essa pessoa não merece o seu sofrimento!” ou “vc não deveria se sentir assim, com isso!” Bem, respondo, que não sofro para agradar ninguém, à não ser eu mesma! Se sofri, foi por mim, pela minha necessidade da expressão e da passagem pela dor, e não porque ela era plausível, ou porque tinha algum sentido!” Se procurei novamente aquela pessoa amada-odiada foi por mim! Por que eu queria vê-la. E não porque ela merecia ou desmerecia o meu afeto mas, porque eu devia a mim mesma o encontro.
Porque fui em busca do meu desejo!

E agora vou dormir...

enviada por fefenix



21/12/2004 23:38
Sábado à noite, especial do Roberto Carlos na TV

Estavámos eu a Cris, nos arrumando para sair, qdo paramos para assistir o especial do Roberto Carlos... Vá lá... Logo nas primeiras músicas, fomos tomadas por esse maldito clima de Natal, pegamos escovas de cabelos e cantamos emocionadas juntas com ele... isso ainda sem ter bebido um gole de cerveja, o que estava embriagando são esses malditos pinheiros, verde e vermelho, esses montes de cartas correntes, essas propagandas cheias de Gingle Bells... Não acredito! já fazem dois mil anos que essa data é comemorada,não dava pra mudar um pouco? Que Saco! Chega de Natal!! Já deu! Já deu!
Eu a Cris, ainda não contentes com o especial do Roberto Carlos, deixamos a TV ligada sem volume e colocamos um CD de Pagode. Porque se é pra se deprimir, então vamos fundo com isso! Vendo o Roberto Carlos na Tv e ouvindo no Rádio e cantando junto emocionadamente: "..Que se chamaaaa amooooor, Tomou conta do meu seeeeeeeer..."
Resultado uma noite trágica, óbvio! Com direito a ir jogar sinuca, não achar mesa e ainda ficar vendo Gun's na TV e sendo carregada para um lugar estressante e cheio de gente. Discuti com um mendigo por causa da latinha de cerveja e fiz cabo de guerra com a minha jaqueta em frente a um bar movimentado...Aventuras , aventuras... ao menos terei histórias para contar para os meus netos, isso se eu não tiver Alzaimer, né!

Tá! tá!Pra parar com essa cachaça do natal vou deixar aqui um textinho do meu antigo Blog, o NandaPunk.


MISÉRIA SA


Já cantava o RAPA, sobre aqueles meninos que param na janela do nosso carro, nos causando muito incômodo e dizem: “Tia, uma moedinha!” “Qualquer trocado, me ajuda!” Com roupas rotas, e uma expressão de desamparo. Os RACIONAIS também abordam esta questão de uma maneira real, assim como tantos outros autores. Parece até que a miséria é uma empresa, uma grande empresa que gera custos para uma sociedade. Custos financeiros e emocionais.
Ao aproximarem-se de nós na sinaleira causam tantas sensações como medo, pena, compaixão, mas hoje quero falar de um sentimento específico que nos provocam: responsabilidade.
Me deparo com um sentimento muito incômodo ao ser abordada na minha janela, no meu mundinho burguês. Será que dou uma moeda? Será que não dou? Se eu dou, estou estimulando ele a permanecer na sinaleira, e de alguma forma lhe passo a mensagem: “Olha, tu és um pobre coitado mesmo, um inútil, toma essas moedas, veja como eu sou ‘boazinha, me despertaste compaixão!” Se não dou, posso estar deixando de ver que há na minha janela, um ser humano como eu, que está fazendo um ato humilhante, de pedir dinheiro para uma pessoa que vê na rua. E que talvez, sem essas moedas, ele passe muita fome naquele dia, ou tenha que tentar outros meios para conseguir sobreviver por aquele dia. Sim! Por aquele dia! Estou falando de pessoas que vivem o instante, o presente. Não há planos para fazer para o próximo ano, muito menos para a próxima semana. A preocupação principal é: “Terei o que comer na próxima refeição?” . AH! E por favor! Não me falem que eles irão utilizar o dinheiro para drogas, ou que os pais são uns vagabundos e mandam os filhos pedir dinheiro para sustentar a família! Por Favor!!!!! Poupem-me!!!! Não estou negando que isto acontece muitas vezes, mas pensar apenas nesse ângulo nos retira de uma reflexão maior sobre o assunto e nos coloca numa posição passiva e de quem quer fechar os olhos para isso.
“Responsabilidade... porquê responsabilidade?” Você deve estar se perguntando. Afinal, a culpa é de suas famílias de vagabundos, ou a culpa é do governo que desvia dinheiro e não se preocupa com estas questões, ou deles mesmos que não querem nada com nada. Porque não vão trabalhar como “toda gente honesta e de bem”? Existem, também pessoas em geral e os próprios gestores, muitas vezes, que dizem: “Temos que tirar essas crianças da sinaleira”. HIPÒCRITAS!!!!!!! Que raiva que dá dessas políticas hipócritas, que só querem tirar do campo de visão aqueles meninos e meninas, para não se deparar com a responsabilidade. Aí quando ocorre uma chacina, de alguma forma, há um discurso circulando pela moral de nossa sociedade, que justifica-a e goza com ela. Parece que tirando eles dos centros, o problema se resolve. É como jogar a sujeirinha pra baixo do tapete: continua sujo, mas ninguém vê.
Li em algum lugar sobre como foi que o ser humano começou a delegar poderes a alguns poucos sobre os demais. Na história da civilização, em algum momento foi decidido que para a vida em sociedade funcionasse melhor, haveriam pessoas que teriam um poder de decisão sobre uma comunidade, para que pudessem se tornar mais fortes e dar conta das pendengas e dificuldades que se apresentavam. Puta que pariu!!!!! A idéia inicial era a de que essa pessoa outorgada de poder, fizesse uma representatividade dos desejos a anseios dos demais. Como foi que isto se inverteu tanto????????? Hoje em dia, o que pauta as decisões governamentais são os jogos de interesse da elite. Isso em todos os níveis. Na loja, na banca de jornal, na escola, na cidade, no país, no mundo. O dinheiro e a ganância...que tristeza são para a sociedade.
Que pena que tenho do que se tornou nossa sociedade. “Que valor tem? Quanto valor tem? Uma vida vale muito... vim saber só agora. (Racionais).
Somos responsáveis quando ficamos quietos perante as hipocresias, somos responsáveis quando como membros de uma comunidade, achamos normal e cotidiano pessoas morrendo de fome, quando nos retiramos das discussões políticas, quando não fazemos nada além de viver nossas próprias e solitárias vidas, quando a nossa indignação se torna uma mosca sem asas e não ultrapassa a janela de nossas casas (Skank), somos responsáveis quando nos calamos. Somos responsáveis quando fugimos da peleia. Quando votamos em alguém sem conhecer direito o que está pessoa irá priorizar no seu governo. Somos responsáveis quando não cobramos que as promessas feitas na campanha sejam cumpridas. Somos responsáveis por não participar.
Somos uma sociedade de fracos e nosso silêncio nos condena.


enviada por fefenix



13/12/2004 19:25
Festa em Família I:

Festa de Gringos: entre jogos de Três Sete, cantigas e declamações em italiano, e aquele alvoroço de uma super festa onde várias gerações se encontram para ficar batendo um possível ultimo retrato com a tatatatatataravó, resolvo ir conversar com a minha avó:
-Oi Vó! Parabéns!
- Parabéns...- responde pensativa.
- Então hoje é seu aniversário de 90 anos!
- Aniversário? De quem?
- Seu! Seu! Toda a família está aí, seus 10 filhos, genros, noras, netos e bisnetos, tem churrasco, flores, balões, presentes...Vê?
- Não! Hoje não é meu aniversário. Quem é você? Você é minha filha?
- Vó, sou eu! Sua neta Fernanda. Eu morei anos pertinho da sua casa, lembra? A gente fazia Grustuli juntas...
- Neta? Filha de quem?
- Da sua filha mais nova, a Ciclana.
- Minha filha?
Eu já estava saindo frustrada e sem esperanças de que a minha vó se lembrasse de quem eu era, ou de sua própria filha que lhe vê quase toda a semana, qdo tive uma idéia para tentar desencadear a memória da vó. Sabendo de sua apreciação por churrasco, principalmente por carne de porco, apelo!
- Vó! Lembra do Fulano? Aquele é o meu pai, aquele que faz o churrasco maravilhoso de carne de porco. Seu genro? Lembra?
- Ah.... o marido da minha filha Ciclana! O pai da Fernanda e do xxx. Ele ta aí? Tem carne de porco hoje?
Alzaimer o caralho!

Festa em família II

Toda família reunida perguntando como andam a vida uns dos outros, mas não sei porque cargas d´água todo mundo decidiu perguntar pela minha situação amorosa. Pois é... situação delicada, todas as primas da minha idade encaminhando-se com seus namoradinhos e maridos e eu ali sozinha. Meus primos homens também estavam solteiros, mas parece que pra italiana, é normal homem ser solteiro, mas uma mulher de vinte e quatro anos ainda solteira, aparecendo sozinha na festa... Hum... Parece que o fim de solteirona já está dado. Depois que a quinta pessoa puxou a mesma pergunta ( - E o namorado?), eu comecei a pensar em possíveis respostas para tal pergunta:

A) Para aquele tio machista:
- Pois é... Sabe como é que é, né? Lá no Cabaré onde trabalho eles não permitem que a gente se envolva com clientes. E como passo trabalhando lá todas as noites, não tenho tempo de ir à outros lugares para conhecer alguém e durante o dia eu estou sempre muuuuuuito cansada.

B) Para a Tia Carola

- Pois é. To apaixonada! Nem te conto! Pena que a Vanussa não quis me acompanhar hoje. Ela não gosta muito dessas festas de família, sabe! Ela é um pouco tímida, mas é um amor, muito gostosa! E além do mais, ela tem prova na segunda –feira, quis ficar estudando.

Outras:

C) - Eles não puderam vir, uma pena, você iria adorar eles. Eu ando pisando em nuvens de tão feliz. O Rogério e o Gervásio são ótimos. Difícil encontrar homens que aceitem uma mulher bígama como eu e ainda assim serem tão prestativos. Imagina só, que o Rogério foi no super mercado fazer as nossas compras e o Gervásio falou que iria preparar meu banho pra que eu descansasse quando chegasse.


D) - Que?

E) Não dizer nada e chutar a canela da criatura efetuadora da pergunta.


F) Pergunta: - E aquele menino, o fulano? Porque não veio?
Obs.: O fulano já não circula pela minha vida, fazem dois anos.
Resposta:- Não ficou sabendo? Eu sempre achei que você soubesse de tudo. Tão preocupado com a vida dos outros que você é,né? Bem, deixa eu te contar o que aconteceu com ele: quando acabei de dizer para ele que eu o estava deixando para ficar com a Vanusa, ele se atirou da janela do meu apartamento.



enviada por fefenix



06/12/2004 15:55
Bem, sinto muito aos leitores do blog e principalmente aos que deixam comentários, mas tive de tirar do ar três poemas, devido a possível descoberta deles por um menino muito esperto. Talvez eu os recoloque de volta, talvez não!
Sory, sory!

enviada por fefenix



05/12/2004 10:32
Eu precisava te ver.
Meu coração alarmava!
E em urgência mortal, buscava teus braços
Para que estancasse meu sofrer!
Mas, Você fez desdém, achou que o corte era raso
E com frieza, recomendou um band-aid.
E pediu eu esperasse uma semana para o encontro acontecer.
Enquanto isso, avermelhava o chão

E ele sangrou
Sangrou tanto
Devido ao seu desdém...
Que não sobrou nem uma miserável gota, amor
Daquele que estava em minhas veias e fervia feliz por ti.

fefenix



Tiradas ótimas:

Hoje é domingo e resolvi ficar um pouquinho em casa, então, a aluns minutos atrás, estavámos eu e meu pai conversando sobre negócios e trabalho, enquanto tomavámos uma cervejinha e esperavámos o fogo dar conta da picanha e da carne de ovelha (especialidades do meu pai) e ele fala o seguinte, frente aos meus comentários realistas e pessimistas:

- Olha, minha filha, o impossível é aquilo se faz na hora, milagre demora um pouco mais.

By fefenix

enviada por fefenix






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